Pedro Igor Ribeiro

Marabaiano agita o Batuque Brasil em temporada pré-carnavalesca

Publicado em Cultura, Eventos por Pedro Igor Ribeiro em Janeiro 18, 2009

marabaianofotoNesse domingo, 18 de janeiro, Marabaiano aquece o Pré-Carnaval da rádio Mais FM. Em todos os domingos que antecedem o carnaval o Batuque Brasil se prepara para mais uma folia de momo.

O cantor maranhense que vai fazer a festa no interior do Maranhão é um dos convidados de amanhã. Com um repertório dançante e animado ele promete quebrar tudo. Autor por dois anos consecutivos da música tema do Marafolia, em 2007: Pra gente se amar e em 2008: O mundo de sonhos, ele não se resume a músicas temáticas da micareta. Também tem músicas próprias, uma até na voz do Durval Lelys, que é O Asa é Massa.

Não perca. Vale a pena conferir. Ele começa tocando às 19h e só termina pra lá das 22h. Depois é a vez do Bicho Terra e assim será durante toda temporada.

O homem-bomba explodiu o Batuque Brasil

Publicado em Cultura, Eventos por Pedro Igor Ribeiro em Dezembro 29, 2008

Uma explosão. Assim pode-se definir o novo show de Zeca Baleiro, apresentado a São Luís no último sábado no Batuque Brasil. Nosly preparou o show para Zeca Baleiro, ele tocou músicas que fez com alguns parceiros, como o próprio Baleiro e Gerude, que estava presente prestigiando.

Com um show pra lá de dançante, Zeca Baleiro surpreendeu quem achava que ia só conhecer o novo trabalho e ficar parado.

Parabéns pela Companhia de Produção, e espero ver o Baleiro por aqui o mais cedo possível com o mesmo show. Pra quem é de Imperatriz-MA, ele estará por lá no Réveillon, vale a pena conferir o show.

Saiba sobre o álbum O Coração do Homem-Bomba, por Baleiro:

Cheguei à casa de repouso para idosos e fui conduzido pelo enfermeiro até o jardim onde, entre árvores rasteiras e um canteiro bem cuidado de onze horas, o velho homem tomava seu banho de sol matinal.

Esperei a breve conversa entre os dois, percebi que falavam sobre mim. O velho virou-se em minha direção, revelando um tímido mas indisfarçável sorriso. Aproximei-me e sentei-me na cadeira posta ao lado pelo enfermeiro, que então se afastou nos deixando a sós.

- Então é você que quer falar comigo?…

- Sim… mas achei que o senhor não me receberia.

- Por que?

- Disseram que o senhor não gosta de falar sobre o passado. Nem mesmo de falar muito.

- Não mentiu quem lhe disse isso.

- Então por que o senhor concordou em falar comigo?

- Não tenho nada além do passado, às vezes preciso falar, mesmo que não goste. É uma forma de não morrer…

- Mas o senhor teme a morte? Imaginei que não.

- Sou um homem, como você.

- Sim, mas o senhor foi um homem-bomba na juventude. Homens-bombas são treinados para morrer, não?

- Você não é um homem-bomba, não foi treinado para morrer, mas a primeira certeza que teve na vida foi a própria morte. E você a teme, não?

- Sim, o senhor tem razão.

Um breve silêncio congelou o momento, como numa cena de faroeste italiano. Eu podia sentir o vento balançando as folhagens dos arbustos verdes, muito verdes. Um passarinho ferido na asa pousou a nossos pés. O homem fitou-o com olhar perdido. Interrompi seu torpor com uma quase pergunta.

- Eu queria saber o que aconteceu.

- Algo simples e misterioso. No dia e hora marcados, a minha bomba não explodiu. Fui preso e torturado… e depois de anos estou aqui.

- Nunca pensou em se matar nesses anos? – perguntei temeroso.

- Já, mas me faltou coragem…

- Como pode um homem-bomba não ter coragem de se matar?

- Difícil explicar.

- O senhor se sente amargurado?

- Me sinto traído pelo destino. Passei a achar que morrer pela causa na qual eu acreditava não era o meu destino. Tampouco morrer jovem.

- Desculpe, mas… traído pelo destino?

- É, apesar de ter me preparado durante anos pra isso, passei a duvidar de que era esse o meu lugar no mundo.

- O senhor é infeliz por isso?

- Você pode imaginar o que é, para um homem-bomba, ver-se envelhecendo no espelho?…

Sem mais uma palavra, levantei-me e deixei-o, ali a sós. Seu rosto grave reluzia ao sol. Eu ouvia o eco de sua pergunta sem resposta enquanto os corredores passavam por mim.

O passarinho ferido levantou vôo, um vôo rasteiro e desengonçado. Sua asa ainda sangrava. O homem-bomba puxou um cigarro em silêncio, enquanto espiava com seus olhos vidrados as minúsculas gotas de sangue deixadas pelo pássaro em seu rastro.

Antes que me perguntem, este não é um disco “conceitual”. É um amontoado de canções acumuladas ao longo de alguns anos – umas novíssimas, outras nem tanto e algumas ainda tiradas do baú e recicladas. Os temas são diversos – amor, solidão, saudade, sedução, loucura, crônicas deste tempo tecnológico e cínico. Há ritmos e levadas vários – reggaeton, ragga, funk e soul brazucas, rock, ie-ie-iê, repente, ska, samba-funk, etc.

O nome surgiu num estalo, a reboque de uma cançoneta de melodia intuitiva que abre o disco, ao modo de uma cantiga de roda contemporânea, um acalanto tragicômico. Se o coração do homem-bomba há de explodir, que essa explosão seja de alegria, do encantamento que a música popular ainda pode, apesar do horror do mundo, plantar no coração das pessoas.

Reunido com “Os Bombásticos”, minha banda, em São Paulo, entre fevereiro e abril, comecei a gravar várias canções sem planos tão definidos na cabeça. Com grande apetite depois de três anos sem gravar inéditas, ao cabo de um mês tínhamos cerca de 25 bases prontas e, entusiasmado com a produção, resolvi fazer um disco em dois volumes.

Nos dois discos, há parcerias com novos e velhos amigos – Chico César, Zé Geraldo, o baixista André Bedurê, que tocou comigo nos primeiros anos de São Paulo, os talentosíssimos compositores/ poetas Wado, Kléber Albuquerque e Totonho (da banda Totonho e os Cabra), e Joãozinho Gomes, soberbo poeta paraense radicado no Amapá, uma grata descoberta nas minhas andanças pelo país. E há ainda duas releituras, de uma antiga canção de Luiz Ayrão, e de outra, mais recente, do grupo Karnak.

Nos últimos anos, muito se tem falado em “desconstruir”, seduzidos que todos são pelo verniz modernoso e vanguardeiro da palavra. Mas… desconstruir o quê, se mal começamos a construir?

Este disco não tem “conceito”. Também nada “desconstrói”. É um disco de música popular, a boa e velha música popular brasileira. Espero que baste.

ZECA BALEIRO

O cara mais underground que eu conheço é o diabo

Publicado em Cultura, Eventos, Maranhao por Pedro Igor Ribeiro em Dezembro 26, 2008


Heavy Metal do Senhor, assistam!

SERVIÇO
O QUE? ZECA BALEIRO NO SHOW DE LANÇAMENTO DOS CDS “O CORAÇÃO DO HOMEM-BOMBA”.
QUANDO? DIA 27 DE DEZEMBRO, ÀS 22H.
ABERTURA? SHOW DE ABERTURA DE NOSLY
ONDE? NO BATUQUE BRASIL (AV. DANIEL DE LA TOUCHE, 1.609, COHAMA. TELEFONES 3246-5831 E 3246-5832)
BILHETERIA? INGRESSOS A PARTIR DE R$ 20,00 (PRIMEIRO LOTE), À VENDA NAS LOJAS TIM DOS SHOPPINGS SÃO LUÍS E TROPICAL, NA MARCOS CENTER, E NO COHATRAC E NO JOÃO PAULO.

Zeca Baleiro em apresentação única no dia 27/dez

Publicado em Eventos, Música por Pedro Igor Ribeiro em Dezembro 8, 2008

Zeca BaleiroZeca Baleiro não esquece a Ilha e volta para apresentação única no dia 27, no Batuque Brasil. A última apresentação do maranhense foi como convidado de Nando Reis que aconteceu também na casa de shows da Cohama. A agenda de Baleiro está agitada para esse mês de dezembro, confira alguns compromissos:

- Zeca Baleiro participa de noite de autógrafos do álbum “Coração do Homem-Bomba”, volume 2, na Modern Sound, Rio de Janeiro.
- A noite de autografo passa por São Paulo no dia 12 de dezembro. Acontecerá na Livraria da Vila, capital.
- Brasilia recebe o maranhense no Centro de Conveções Ulisses Guimarães, em Brasília.
- Dia 27 é a vez de São Luís cantar junto com Zeca Baleiro

Ingressos: R$ 25 – batuque brasil

Crédito foto:  divulgação/Internet.